Xiaomi lança versão do Redmi Note 17 Pro com menos RAM e mantém preço na China
Comprar um celular novo nem sempre significa levar mais tecnologia para casa. A Xiaomi apresentou nesta terça-feira (13) uma edição atualizada do Redmi Note 17 Pro na China, mas uma das principais mudanças está na redução da memória RAM. O smartphone agora tem uma opção com 6 GB, abaixo dos 8 GB oferecidos na configuração mais básica do lançamento original, sem alteração no preço de tabela.
A nova versão combina 6 GB de RAM e 256 GB de armazenamento por 1.599 yuans, aproximadamente R$ 1.215. Pelo mesmo valor, o consumidor pode escolher 8 GB de RAM e 128 GB de espaço interno. Uma terceira alternativa, com 8 GB e 256 GB, custa 1.699 yuans, cerca de R$ 1.291.
Há um detalhe que torna o lançamento mais interessante: durante a estreia chinesa, a Xiaomi também oferece um abatimento de 200 yuans, deixando o preço inicial em 1.399 yuans. A condição é promocional e não representa uma redução permanente no valor de tabela.
A reformulação chega em um período delicado para a indústria de smartphones. A expansão dos serviços de inteligência artificial aumentou a procura por chips de memória destinados a servidores, pressionando a disponibilidade e os custos de componentes utilizados em celulares, computadores e outros eletrônicos.
Um levantamento da consultoria TrendForce, divulgado em 30 de setembro de 2026, projeta aumentos de 10% a 15% nos preços contratuais da memória DRAM convencional durante o último trimestre do ano. Para componentes NAND Flash, utilizados no armazenamento de dados, a previsão é de alta entre 15% e 20%.
O cenário ajuda a entender por que fabricantes podem rever as configurações de seus produtos. Ainda assim, a Xiaomi não confirmou que a redução de RAM do Redmi Note 17 Pro tenha sido provocada pela crise das memórias. A mudança também faz parte de uma atualização comercial que inclui novas cores e diferentes combinações de armazenamento.
O aparelho original, lançado em julho, tinha opções de até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. Na edição renovada, as configurações mais avançadas deixam de aparecer, enquanto entram as cores laranja e verde, além da versão preta.
Fora essas alterações, a Xiaomi preservou as características que já diferenciavam o modelo. O Redmi Note 17 Pro continua com processador Snapdragon 6s Gen 4, bateria de 9.000 mAh e carregamento rápido de 67 W. A tela OLED de 6,83 polegadas oferece resolução de 1,5K e taxa de atualização adaptável de até 120 Hz, enquanto a câmera principal tem 50 megapixels.
A resistência também permanece entre os atrativos do aparelho, com proteção Gorilla Glass Victus 2 e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K contra poeira e água, respeitadas as condições específicas de cada teste.
Para quem passa boa parte do dia no WhatsApp, Instagram, TikTok ou assistindo a vídeos, a diferença entre 6 GB e 8 GB de RAM pode não ser tão evidente em tarefas simples. Ela tende a aparecer quando vários aplicativos ficam abertos simultaneamente ou quando o celular precisa lidar com jogos e processos mais exigentes. Já o armazenamento de 256 GB favorece quem grava muitos vídeos, instala jogos grandes ou prefere guardar arquivos sem depender tanto da nuvem.
A disputa entre memória e espaço interno ganha importância justamente porque os smartphones se tornaram ferramentas de trabalho, entretenimento e produção de conteúdo. Um aparelho com mais armazenamento não é necessariamente mais rápido, assim como ter mais RAM não significa conseguir guardar mais fotografias ou vídeos.
A edição internacional do Redmi Note 17 Pro, apresentada em agosto, possui diferenças em relação ao modelo chinês. A bateria, por exemplo, é de 8.340 mAh, enquanto a versão vendida na China chega a 9.000 mAh. O lançamento internacional teve preço inicial de US$ 400, aproximadamente R$ 2.048 na conversão divulgada à época.
No site brasileiro da Xiaomi, o Redmi Note 17 Pro 5G aparece com configurações de 6 GB e 256 GB ou 8 GB e 512 GB. Isso não significa que a edição renovada anunciada na China esteja sendo lançada simultaneamente no Brasil, já que a fabricante trabalha com versões específicas para diferentes mercados.
A mudança chinesa chama atenção por inverter uma expectativa antiga do setor: a de que uma nova edição de smartphone necessariamente entregaria mais memória ou desempenho. Desta vez, a novidade está nas escolhas de configuração, e o consumidor precisa olhar além do nome do modelo para identificar o que realmente mudou.

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